ÚLTIMA HORA

A CULPA É DE ALGUNS.

Claro que é, embora se diga que o Povo é quem decide, e isso é verdade, mas não é menos verdade que o Povo decide em função do que lhe é apresentado.

 

Ora assim sendo, a culpa pelo que vier a acontecer no próximo dia 1 de Outubro, é  de muitos que optaram por ficar no conforto no seu lar; do seu escritório; do trabalho, ou pura e simplesmente no conforto da indiferença que não faz bem a ninguém.

Em Grijó, existe muita Gente boa e conhecedora da vida da nossa Vila, Gente que acompanha, que intervém e que tem passado na vida política local. Grijó primava pelo rigor e pela força da intervenção democrática, e chegavam a existir lutas psicológicas para ir na lista, mais acima ou mais abaixo, mas infelizmente esse habito perdeu-se.

Muitos refugiam-se no medo, no medo de dar a cara, de ser diferente, de avançar porque o Partido X ou o Partido Y é que é, ali existe força, nos restantes, iria dar muito trabalho e como independente isso daria não só uma trabalheira como um dispêndio que se calhar não compensa.

Fico triste por ver que os Grijoenes a quem se pedia uma intervenção, refugiaram-se, desapareceram e optaram por hibernar para quem sabe aparecer em 2021.

Nada explica que não se ofereça às Pessoas escolhas diversas, deixando que as mesmas tenham noção de que em eleições autárquicas o que conta são os candidatos e não a sigla partidária.

É por isso que hoje peço aos Grijoenses que escolham Pessoas, não uma Pessoa , mas Pessoas pois uma candidatura não se faz apenas do primeiro elemento da lista.

Em tempos quando fiz campanha, alguém me dizia que não votaria porque não gostava do numero um da lista, e eu respondia então vote no segundo ou terceiro sei lá vote em alguém de quem goste na lista, sempre deve existir alguém.

Que os Grijoenses saibam perdoar aos que os abandonaram, que os Grijoenses saibam escolher, entre os menos maus, e que aqueles que escolhem e decidem tenham no futuro discernimento suficiente para avaliar o que é uma eleição autárquica.

Um abraço a todos.

Francisco Borges