ÚLTIMA HORA

PS O BOM MANEIRISMO DE OPORTUNISMO

Após a leitura desta noticia fiquei revoltado, como devem ficar todos os que votaram PS, e neste

maneirismo facil de agradar aos seus e só aos seus. Favores e mais favores beneces, facilitismos tudo em nome de quê de um cargo que ocupam e que não merecem ocupar. Leiam e passem palavra, as Pessoas devem saber o que se vai passando neste concelho e não só.

Familiares directos do presidente da Câmara de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, e do vice-presidente, Patrocínio de Azevedo, a adjunta da presidência e autarcas de juntas de freguesia, todos com responsabilidades políticas no PS, integram a direcção de três das principais instituições de solidariedades social do concelho, a quem a autarquia entregou o negócio das Actividades de Tempos Livres (ATL) nas escolas, que eram geridos pelas associações de pais.

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O chefe de gabinete de Eduardo Vítor Rodrigues, António Rocha, por exemplo, é vogal da direcção da Cooperativa de Solidariedade Social Sol Maior, a mesma IPSS onde trabalha a mulher do presidente da câmara. As outras duas instituições que empregam familiares de autarcas de Gaia são a Associação para o Desenvolvimento Social de Olival e a Associação de Solidariedade Social da Madalena.

Estas três IPSS´s têm relações privilegiadas com a autarquia que as comparticipa através de vários programas, em particular o Gai@prende+, uma das bandeiras do mandato de Eduardo Vítor Rodrigues.

A mulher do autarca, Elisa Costa, é vice-presidente da assembleia geral na Sol Maior, de cuja direcção faz também parte, como vogal, Margarida Rocha, adjunta do autarca e irmã do seu chefe de gabinete. Margarida Rocha, membro da comissão política concelhia do PS de Gaia, é um dos nomes apontados para integrar a lista à câmara nas autárquicas de 2017.

Já o deputado do PS e presidente da Junta de Freguesia de Mafamude e Vilar do Paraíso, João Paulo Correia, preside ao conselho geral daquela IPSS, da qual faz ainda parte outro presidente de Junta de Freguesia, neste caso de Oliveira do Douro, Dário Freitas.

Isenção de horário

Além de vice-presidente da assembleia-geral, Elisa Costa é directora técnica da Sol Maior, de que o seu marido foi co-fundador quando ainda era presidente da junta de Oliveira do Douro.

Entre 2010, ano em que entrou para a instituição, e 2015, a mulher do presidente da Câmara de Gaia viu a sua remuneração base aumentar mais de 390%, passando de 475 para 2343,71 euros. Mas foi sobretudo nos dois últimos anos, a partir de Outubro de 2013, que o seu salário base conheceu sucessivos aumentos. Nessa altura, o vencimento era já de 800 euros e subiu para 1018 euros, em Maio de 2014. Sucede que em Outubro desse ano, a direcção da Sol Maior voltou a aumentar a directora técnica em 150 euros, chegando a sua remuneração aos 1168 euros.

Ao PÚBLICO, Eduardo Vítor explicou que o “alegado ‘duplo’ aumento no mesmo ano [2014] não se concretizou nesses termos, tendo constado de uma actualização anual remuneratória de acordo com a tabela das IPSS e o seu índice de actualização, cumulativamente a uma condição de ‘isenção de horário’ devido ao tempo de trabalho fora de horas, nunca tendo beneficiado de remuneração de ‘trabalho extraordinário’”.

Questionada pelo PÚBLICO, Elisa Costa começou por negar os aumentos, mas depois considerou-os “normais”. “Decorrem das responsabilidades que desempenho”, justificou.