ÚLTIMA HORA

JOSÉ CID EM GRIJÓ

 

 

O grande autor, compositor e cantor José Cid

(José Albano Cid de Ferreira Tavares) vai estar em Grijó, para participar nas Noites de Verão, n o dia 8 de Agosto.

A sua presença irá com certeza fazer com que o espaço reservado ao evento se possa tornar pequeno.

Apreciado por muitos ao longo dos tempos, o Zé como gosta que lhe chamem, irá com certeza brindar todos os presentes com uma noite magnifica.

De seguida um pouca da grande historia deste artista único e incontornável na sua própria forma de fazer musica.

Filho de Francisco Albano Coutinho Ferreira Tavares e Fernanda Salter Cid Freire Gameiro, foi com estes, em 1953, com 11 anos, viver para Mogofores, no concelho da Anadia.

Iniciou a sua carreira em 1956, com a fundação de Os Babies, agrupamento musical especializado na interpretação de músicas de outras bandas. Em 1960, enquanto aluno da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (FDUC), criou em Coimbra o Conjunto Orfeão, com José Niza, Proença de Carvalho e Rui Ressurreição. Em 1963, casa-se com Emília Infante da Câmara Pedroso, com quém teve uma filha, Ana Sofia Infante Pedroso Cid, nascida em 1964. A família morava em São João do Estoril, concelho de Cascais. Ana Sofia viria a colaborar imenso com o pai, sendo ela autora de muitas das suas letras e, fará coros para muitas das suas músicas.

Depois de se matricular por quatro vezes no primeiro ano de Direito na Universidade de Coimbra, abandona aquele curso e aquela cidade, e vai para Lisboa, em 1965, para frequentar o Instituto Nacional de Educação Física (INEF). Um dos seus colegas do INEF era irmão de Michel que tocava no Conjunto Mistério. Após uma audição é convidado a entrar para o grupo que algum tempo depois deu origem ao Quarteto 1111. José Cid também não conclui o curso do INEF porque entretanto é chamado para cumprir o serviço militar como oficial miliciano da Força Aérea Portuguesa. Na base aérea da Ota foi professor de ginástica entre 1968 e 1972. Dava aulas de manhã e à tarde ia ensaiar para a garagem. Aos fins-de-semana, actuava com os 1111. A fama chegou-lhe inicialmente através da sua participação como teclista e vocalista no conjunto Quarteto 1111, no qual obteve grande êxito com a canção A lenda de El-Rei D.Sebastião, em 1967, inovadora para a época. Ainda com o quarteto, concorreu ao Festival RTP da Canção de 1968, com Balada para D.Inês. O álbum homónimo do Quarteto 1111 foi editado em 1970, sendo alvo de censura. Casa-se mais tarde com Maria Armanda Ricardo, da qual se divorcia passado doze anos.

Em 1971, José Cid lançou o seu primeiro disco a solo. Nessa época, foram também editados os EP Lisboa perto e longe e História verdadeira de Natal. No ano seguinte, lançou o EP Camarada. Em 1973, o Quarteto 1111 adoptou o nome Green Windows, numa tentativa de internacionalização.

Concorreu ao Festival RTP da Canção de 1974, a solo com Uma rosa que te Dei e com os Green Windows, que apresentaram as canções No dia em que o rei fez anos e Imagens. Uma das suas composições mais conhecidas, Ontem, hoje e amanhã, recebeu um dos prémios de composição notável no Festival Yamaha de Tóquio, em 1975, certame a que já concorrera em 1971, com Ficou para tia. Formou o grupo Cid, Scarpa, Carrapa & Nabo, com Guilherme Inês, José Moz Carrapa e Zé Nabo, com o qual gravou o tema Mosca super-star e o EP Vida (Sons do quotidiano), em 1977. Em 1978, lançou o álbum 10,000 anos depois entre Vénus e Marte, um marco na história do rock progressivo, que viria a obter mais tarde reconhecimento a nível internacional.

No Festival da OTI de 1979, ficou em 3º lugar com Na cabana junto à praia. Com a canção Um grande, grande amor, venceu o Festival RTP da Canção (1980) com 93 pontos. No Festival Europeu da Canção, conquistou um honroso 7º lugar, com 80 pontos, entre 19 concorrentes. Lançou temas como Como o macaco gosta de banana e Portuguesa Bonita. Em 1984, grava para a RTP o programa Música Portuguesa, programa no qual é reunido o Quarteto 1111. Em 1989, grava um Programa Especial de Natal também para a RTP, denominado Natal com José Cid, onde interpreta algumas das suas músicas, principalmente já gravadas na Polygram, após a Orfeu deixar de operar. Teve alguns convidados, entre os quais Tozé Brito e o fadista, na altura, amador Manuel João Ferreira. No início dos anos 1990, José Cid causou alguma polémica ao posar nu para uma revista de acontecimentos sociais, com um dos seus discos de ouro, como forma de protesto contra a forma como as rádios desprezavam os intérpretes portugueses, incluindo ele próprio.