CULTURA

A VILA DE GRIJÓ E A FREGUESIA DE SERMONDE AGORA JUNTAS

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BREVE RESENHA SOBRE DOIS ESPAÇOS COM HISTÓRIA

 

O nome Grijó deriva do latim Igriji, significando pequena igreja. Este nome era relativo às fundações anteriores do Mosteiro de São Salvador, que remontam ao século X, depois de Cristo.

 

O Mosteiro de São Salvador começou a ser construído a partir do século X, sob o nome de Mosteiro de Eclesiola, tendo sido baptizado no século XI pelo bispo de Coimbra, como Mosteiro de São Salvador de Eclesiona. Com o passar dos anos a terra começou a chamar-se Egrejinha (Igriji em latim), passando depois para Egrijó e finalmente Grijó. No século XVI, o Mosteiro foi novamente baptizado, desta vez pelo bispo do Porto, como Mosteiro de São Salvador de Grijó. Contém o túmulo de Rodrigo Sanches, filho ilegítimo do Rei Sancho I de Portugal e da sua amante, a formosa Ribeirinha. Os claustros do mosteiro têm servido vários propósitos ao longo dos séculos, servindo mesmo de hospital durante a resistência à invasão napoleónica no século XIX.

Foi vila e sede de concelho até ao início do século XIX. Era constituído por uma freguesia e tinha, em 1801, 1 523 habitantes.

Grijó, actualmente, detém a qualidade de Vila. Já deteve a categoria de município independente - Município de Grijó-, sendo sede de Concelho, com interina Comissão Municipal do Couto, entre 1834 e 1837. Reinava Sua Majestada Dona Maria II de Portugal (nome completo: Maria da Glória Joana Carlota Leopoldina da Cruz Francisca Xavier de Paula Isidora Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança, filha do Rei D. Pedro IV de Portugal - Imperador do Brasil como D. Pedro I -, e da arquiduquesa Dona Leopoldina de Áustria). Em 1837, o então Município de Grijó, foi fundido ao actual Município de Vila Nova de Gaia.

Durante toda a existência do Município de Grijó (1834-1837), como Município independente, o seu Presidente foi António Ferreira dos Santos, cujos descendentes habitam, até aos dias de hoje, no lugar dos Caniviais, actualmente um sítio integrado no lugar do Loureiro.

A história do livro "Morgadinha dos Canaviais" do escritor Júlio Dinis decorre nesta vila também, concretamente no sítio dos Canaviais. Retrata elementos da família de António Ferreira dos Santos, bem como algumas das suas propriedades. Júlio Dinis (Joaquim Guilherme Gomes Coelho), não tendo deixado descendência familiar, tem, contudo, ascendência familiar comum à família de António Ferreira dos Santos.

 

 SERMONDE

 

As origens da freguesia de Sermonde confundem-se com a instituição da paróquia remontando, pelo menos, ao século XII. A primeira referência conhecida surge no testamento de familiares de Heronij Aluitz, no mês de Agosto de 1144, realizado na “ecclesia de seesmundt”, em que o “Monasterio santi de Sesmondj” é doado ao Bispo do Porto, D. Pedro Pitões, na condição de receberem refúgio para remédio das suas almas no caso de algum deles ser vítima de alguma “misseria”. Em relação ao brasão, as chaves em aspa fazem lembrar São Pedro, orago da freguesia; as espigas de milho querem significar os trabalhos agrícolas; a fonte quer representar e lembrar a fonte da Ameixoeira e outras de menor significado existentes na freguesia; por fim, a lira faz lembrar a tradição musical existente na população desde tempos remotos. Autoria de Luís Moreira (GEPHA). Aprovado em Assembleia de Freguesia a 97/10/07

A primitiva igreja utilizada ao longo dos séculos foi substituída pela actual cuja primeira pedra foi colocada a 27 de
Janeiro de 1876. A sua bênção e inauguração ocorreu em 29 de Junho de 1877. A habitação adjacente hoje em ruínas, antiga residência paroquial, e terrenos anexos outrora pertencentes ao Mosteiro de Sermonde foram vendidos depois da implantação da República e são hoje propriedade particular. A Igreja de Sermonde tem por orago S. Pedro.